A directora-geral do INQ, Edgarda Sacramento Neto informou que o processo de cadastramento na província de Luanda teve início no dia 11 de Setembro, com pontos móveis distribuídos em locais estratégicos dos municípios de Cacuaco, Sambizanga, Viana, Cazenga e Kilamba Kiaxi, com mais de seis mil candidaturas, estando prevista a partir de 6 a 30 de Outubro, o alargamento em toda extensão da capital.
Por ser considerada a maior praça territorial, disse, a campanha de Luanda vai ser contínua até o dia 30 de Outubro e vai contar com o apoio técnico das Administrações Municipais, numa estratégia alinhada para reforçar o envolvimento, assim como sensibilizar e promover maior adesão de todos ao processo de cadastramento do RVCC.
A directora-geral do INQ revelou, ainda, que a campanha teve a seguinte periodicidade, de 7 a 15 de Setembro, o processo decorreu na província do Bengo, nos municípios da Barra do Dande, Dande e Panguila, com 586 cidadãos inscritos. Em Icolo e Bengo, os municípios da Quiçama, Sequele, Calumbo e Zango 1, registou 692 inscrições. Já em Malange, abrangiu o município sede com o mesmo nome e Cacuso, com um total de 357 cidadãos.
Nas províncias de Benguela, Cuanza-Norte, Huíla, Namibe, Bié, Huambo, Lunda-Norte, Cabinda, Lunda-Sul, Lunda-Norte e Moxico, os pontos móveis começaram com o processo de inscrição a 21 de Setembro, sendo que os dados ainda não foram finalizados.
Apesar da relevância estratégica do RVCC, esclareceu, a sua implementação efectiva exige mecanismos capazes de aproximar os serviços aos potenciais beneficiários, tendo em conta a dimensão territorial do país, as diferenças socioeconómicas das populações e a necessidade de garantir que os cidadãos tenham acesso facilitado aos procedimentos de candidatura, cadastro e acompanhamento do processo.
Neste sentido, acrescentou, surge o projecto Pontos Móveis de Cadastro do RVCC (PMCR), uma iniciativa orientada para a descentralização operacional do processo de identificação e registo de candidatos ao RVCC, através da criação de estruturas móveis de atendimento, sensibilização e cadastro, capazes de levar os serviços do Instituto Nacional de Qualificações (INQ), directamente às comunidades, municípios e províncias.
A directora-geral sublinhou que o processo de implementação do RVCC representa uma oportunidade estratégica para Angola reconhecer e valorizar conhecimentos, habilidades e competências adquiridas pelos cidadãos fora dos modelos tradicionais de formação.Entretanto, a efectiva operacionalização do RVCC enfrenta desafios relacionados com a dispersão geográfica da população, reduzido conhecimento público sobre o processo, limitações no acesso aos serviços especializados e necessidade de criação de mecanismos mais próximos das comunidades.








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