A partir do segundo semestre deste ano, o Instituto Nacional de Segurança Social (INSS) dará início a um processo de cobrança coerciva às empresas pública e privadas que não procedem ao pagamento das contribuições dos seus empregados, numa altura em que a dívida a esta instituição ronda os nove mil milhões de kwanzas.
O ministro da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social, que avançou ontem a informação, num encontro com jornalistas, disse que o processo de cobrança coerciva começa a ser implementado após a entrada em vigor do Projecto Legislativo Presidencial.
Jesus Maiato informou que, recentemente, fez-se um levantamento com a participação de técnicos da Inspecção-Geral da Administração Pública, do Instituto Nacional de Segurança Social e do Ministério das Finanças, em muitas empresas do Estado, extintas, privatizadas e no activo, com dívidas à Segurança Social.
Depois da publicação do Projecto Legislativo Presidencial, o Executivo vai dar mais seis meses para que as empresas voluntariamente declarem a sua dívida, devendo nessa altura haver um período de sensibilização pedagógica.
O titular da pasta do MAPTSS realçou que o Orçamento Geral de Estado estabeleceu um perdão de juros e multas para os impostos, disposição legal que abrange também a Segurança Social.
No encontro, o ministro esclareceu a essência dos diplomas sobre o Regime Jurídico de Vinculação e Contribuição da Protecção Social Obrigatória, da Lei de Autorização Legislativa sobre o Regime Jurídico de Regularização e Cobrança da Dívida à Protecção Social Obrigatória e do Regime Excepcional de Regularização de Dívidas à Segurança Social.
“São diplomas legais que introduziram mudanças no regime de protecção social obrigatória, e entendemos dar explicação aos profissionais da comunicação para melhor transmitirem essa informação aos cidadãos”, disse Jesus Maiato.
Admin Pública
Cobrança coerciva vai começar no segundo semestre deste ano
Claudio Rodrigues
28 de Janeiro de 2019
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